domingo, 22 de abril de 2007
Mais apoios
Marcelo Gentil, profissional da Bahia e representante do Conselho Federal de Relações Públicas naquele estado, está divulgando a campanha em seu blog RP&Mais (http://rpemais.blig.ig.com.br/). A profissional de São Paulo Marcia Ceschini fez o mesmo no seu blog pessoal, "Oras, Blog!" (http://orasblog.zip.net/)
O profissional gaúcho Rodrigo Cogo também contribuiu colocando a logomarca da campanha na página de entrada do seu site, "Mundo das Relações Públicas" (www.mundorp.com.br), além de escrever uma carta à Pró-Reitoria de Graduação, já divulgada aqui.
A manutenção da habilitação vem ganhando apoio. Vamos juntos buscar esse caminho!
Reunião com o Conrerp 3ª Região
O presidente também já entrou em contato com a Pró-Reitoria de Graduação da UFMG e aguarda reunião para dialogar sobre a situação da habilitação de Relações Públicas na Universidade.
Portal Mundo RP
Dr. Mauro Mendes Braga
Pró-Reitor de Graduação
UFMG
Belo Horizonte - MG
Prezado Senhor:
Envolvido por conta da categoria profissional que escolhi, além de muito sensibilizado com anotícia de fechamento da Habilitação de Relações Públicas na carreira de Comunicação Social, até então ainda oferecida por esta Universidade no estado de Minas Gerais, venho manifestar minha preocupação frente à possibilidade efetiva deocorrência deste ato, abertamente lesivo à toda a comunidade.
É preciso registrar e repudiar uma tendência mercantilista que envolve o ensino superior brasileiro, inteiramente tomado de instituições privadas em que a lógica maior infelizmente parece não estar centrada na qualidade, importância e diversidade da oferta de ensino, mas em oportunidades de geração de renda. Como egresso da Universidade Federal de SantaMaria/RS, sou completamente sabedor da relevância social do ensino público e gratuito, aí então estendido a maior variedade possível de setores do conhecimento com a mesma ênfase. Mais ainda, quando a instituição é a única em território mineiro a dispor desta habilidade de RP sem exigir pesadas mensalidades para a graduação dos interessados.
Quaisquer argumentos relativos à eventual baixa procura nos concursos vestibulares ou na seleção interna posterior para esta profissão são impróprios no caso em análise, no sentido de que cabe exatamente às universidades públicas, federais ou estaduais, a manutenção das estruturas institucionais de áreas que, embora não rentáveis, são fundamentais à manutenção de um estado democrático e no caminho da justiça social, como o caso das próprias licenciaturas(Matemática, Geografia, História, Línguas), cursos de artes (Música, Teatro e afins) e, se preciso for incluir, do curso de Relações Públicas.
Mais do que isto, e pedindo antecipadamente desculpas se eu estiver mal informado quanto a encaminhamentos porventura feitos, é indispensável a mais ampla abertura de diálogo com a sociedade, que é de fato afetada de maneiradireta com uma decisão do gênero, não permitindoque se trate de uma decisão de notáveis em gabinetes de votos dissociados da realidade e da demanda local, regional e interestadual.
Posso assegurar-lhe que a consternação frente a este caso é grande em todo o país, e junto com isto está em processo a própria idoneidade da atual Reitoria da UFMG, como gestores públicos da educação nacional.
Permanecerei atento ao desenrolar das discussões, desejando serenidade e responsabilidade no finalizar desta idéia, a meu ver despropositada.
Atenciosamente,
RP Rodrigo Cogo - Conrerp RS/SC 1509
Portal Mundo das Relações Públicas
www.mundorp.com.br
Profissionais de São Paulo
Tenho acompanhado as alfições de meus pares aí em Minas, por conta da decisão da Universidade em não oferecer mais vagas para o curso de Relações Públicas a partir de 2008.
Se a demanda pelo curso cresce de forma mensurável, é uma habilitação regulamentada, nossos conselhos estão atuando agora como em nenhum outro momento, desde a regulamentação da nossa profissão. Estamos unidos de uma forma que acredito o senhor não sabe. Em diversos Estados do Brasil já existem muitos profissionais e estudantes mobilizados em prol da nossa profissão e do mercado onde atuamos.
Ganhamos em volume e disposição cada dia mais adeptos a nossa causa, vemos todo o tempo inúmeros colegas jornalistas saindo de seus cursos e indo especializar-se em Relações Públicas, porque descobrem depois de formados que queriam trabalhar nos bastidores da comunicação, na adminstração da mesma, na construção de canais onde a comunicação serve de ponte e alicerce para filosofias e políticas baseadas na ética, no bem comum, no progresso consciente, no ganho responsável.
Somos nós os Relações Públicas com nossa visão global da comunicação e nossas técnicas abrangentes e de integração na maneira de tratar os canais da comunicação, que conseguimos moldar a personalidade corporativa humanizando-a. Pergunto-me porque????
Dr. Mauro apelo ao bom senso do senhor e de todos os outros membros que compoe a diretoria da Universidade, para que recuem nessa decisão.
O curso de Relações Públicas não só deve ser mantido, como deve ser estimulado, propagado, existe hoje um grupo grande de estudantes e profissionais ai em Minas engajados na manutenção e promoção da nossa profissão.
Se o problema em questão é números, quantidade de alunos para cursar a grade, convoque esse pessoal que estou lhe falando, convide o conselho regional da região para levar esse pessoal até sua Universidade, eles podem fazer palestras para divulgação e promoção da nossa área.
Podem ajudar a Universidade a criar mecanismos que vão tornar o curso mais convidativo, interessante.
Acredite se vcs fecharem esse curso, não estarão perdendo meia dúzia de gatos pingados, mas sim meia dúzia, ou várias dúzias de talentos que podem mudar a face empresarial desse país.
Conto com sua compreensão e ficarei no aguardo de notícias mais promissoras.
Um forte abraço,
Milene Gonçalves.
Relações Públicas.
"Para conquistar a opinião pública, Relações Públicas."
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Milene Gonçalves
Conrerp 3026 2ª região SP/PR
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Posicionamento - Grupo Horizonte RP
Ao Ilmo. Sr.
Faça sua parte
sábado, 21 de abril de 2007

Manifesto sobre a Habilitação de Relações Públicas:
Um direito dos alunos da UFMG
Nós, alunos do curso de comunicação social, sabemos das discussões que foram levantadas, especialmente no ano passado, com relação à suspensão das habilitações de Relações Públicas e RTV, bem como da constituição de uma reformulação profissional do curso de Comunicação Social da UFMG.
Em agosto de 2006, foi constituída uma Comissão de Avaliação da Formação Profissional do Curso de Comunicação Social, formada pelos professores Dr. Bruno Souza Leal, Dr. César Guimarães, Dra. Rousiley Maia, bem como pela representante discente Lívia Furtado. Para indicar a decisão de suspender a habilitação de Relações Públicas, a comissão levantou os seguintes elementos balizadores:
- Os desafios do ensino da comunicação no Brasil: levantou-se aqui a necessidade de buscar a universidade pública como local diferenciado, de resistência, estímulo e criatividade; como produtora de conhecimento e não apenas como local imediatista de formação mercadológica; segundo a comissão, os cursos de comunicação, historicamente, privilegiam uma visão instrumental da formação profissional, em parte resultante do mesmo processo que fez constituir o sistema midiático brasileiro;
- A transformação das habilitações em cursos autônomos representa um processo restrito de formação “pois, ao tentar abarcar um conjunto de competências e habilidades definidas estritamente pela habilitação, converge para uma visão demasiadamente técnica do trabalho e para um perfil circunscrito do profissional”, tendo a Pós-graduação uma proposta de transcender as habilitações tradicionais, a partir de um conhecimento mais amplo, amparado em abordagens teóricas;
- Desde 2004, dados indicavam a procura por duas habilitações principais (PP/Jornalismo), que responderiam por mais de 80% dos formandos e duas subsidiárias (RP/RTV) com menos de 10% dos formandos, cada uma;
- As habilitações deixam de ser o principal identificador dos alunos, constituindo-se de fato num diploma apreciado pelo seu valor de mercado e não como espelho de uma formação. A eleição de duas habilitações principais (jornalismo e publicidade e propaganda), nesse sentido, seria coerente com o valor e o prestígio dos diplomas e com a maior identificação das áreas de atuação dos profissionais. Além disso, presenciava-se um número reduzido de atividades em RP e RTV, dentro do conjunto maior das habilitações;
- Junto à extinção das habilitações de RP e RTV, segue ainda uma proposta de constituição do curso em quatro ênfases da formação em Comunicação, que marcariam a identidade profissional dos alunos, a oferta das atividades e a inserção dos docentes, a saber:
· Produção da notícia: a construção da informação jornalística, a pesquisa e a reportagem; a noticiabilidade conforme públicos e veículos; a pesquisa jornalística e suas variações conforme mídias e veículos; as implicações éticas e epistemológicas do processo jornalístico de construção da realidade; as relações entre processo jornalístico, vida social, mídias e linguagens;
· Criação em Comunicação: a produção de imagens gráficas, eletrônicas e digitais com fins mercadológicos e artísticos; técnicas e processos de produção em mídia impressa e web. As articulações entre imagens e outras linguagens e o processo de composição textual. As dimensões estéticas e informativas das linguagens gráficas e digitais. As relações entre imagem e vida social: sociabilidade, política e de identidade;
· Comunicação nas organizações: o processo comunicacional como recurso estratégico de organizações comerciais e sem fins lucrativos. O planejamento da comunicação: processos, instrumentos, implicações. Ações de comunicação considerando a segmentação de públicos: a mobilização social.
· Estudos comunicacionais: compreensão do processo comunicacional, tendo em vista seus aspectos epistemológicos, Comunicação: a sociais e de linguagens. As mídias: suas especificidades e as relações com a vida social. Procedimentos de análise de situações e produtos de comunicação: processos, instrumentos, implicações. Estudos de casos peculiares e significativos à vida contemporânea.
Especialmente com relação à habilitação de Relações Públicas, gostaríamos de levantar algumas ponderações que, a nosso ver, são de fundamental importância, tanto em relação a alguns aspectos problemáticos desse relatório, quanto com relação ao curso de Relações Públicas da UFMG:
1) A necessidade de formação humanística versus o desafio de uma ciência social aplicada:
Os cursos de comunicação social, de maneira geral, inscrevem-se no campo das ciências sociais e humanas, recebendo referencial teórico e humanístico na condução de suas práticas, no entendimento da comunicação social e mediatizada nas sociedades contemporâneas, bem como no entendimento da comunicação como um processo social e lingüístico mais amplo; contudo, a comunicação social se imbui de desafios de uma ciência social aplicada: sua formação pressupõe também um conhecimento técnico dos processos, um conhecimento específico de determinadas práticas. Tal questão, mais do que uma questão mercadológica, representa uma questão social: a comunicação, a partir de processos e técnicas, encontra-se a serviço de uma sociedade, e é papel também da universidade pública oferecer o aprendizado dessas técnicas. Esse representa um argumento equivocado para que a habilitação de Relações Públicas seja suspensa: partindo desse pressuposto, todas as habilitações apresentam um instrumental técnico que, a partir desse argumento, deveriam ser também suspensas. Um outro fato é que a lógica de habilitações não é excluída das diretrizes do Mec para os cursos de comunicação; de fato, preconiza-se a existência de ênfases de formação; contudo, tais ênfases devem estar conjugadas com as habilitações em questão.
2) As habilitações verus uma lógica holística
Como apontado no relatório, o entendimento da comunicação a partir de habilitações apresenta um entendimento redutor da comunicação; realmente isso é fato: o profissional que se forma e se especializa apenas numa área de formação específica deixa de apreender o todo do processo comunicativo; contudo, se a lógica de habilitações não deve ser seguida, a partir desse argumento, porque manter as habilitações de jornalismo e publicidade, já que, em alguma medida, elas acabam “taxando” o profissional formado, e incluindo-o num determinado conjunto de expectativas com relação a sua formação? Por que, portanto, não suspender todas as habilitações e propor um novo lugar de resistência e inovação da universidade pública? No item e (acima relatado), quando se propõe que as habilitações deixam de ser o principal identificador dos alunos, porque escolher duas habilitações, portanto, se a lógica que as rege é a mesma que pede a suspensão de Relações Públicas?
3)A crítica a uma lógica mercadológica versus argumento de procura
No início do relatório, tal comissão apresentou dura crítica a uma formação mercadológica, e que a universidade pública deve ser o lugar do estímulo, da criação, da resistência. Contudo, há também aqui um grande equívoco quando um dos argumentos principais é levantado para a extinção da habilitação de Relações Públicas: a baixa procura pelos alunos. Ora, será que uma universidade pública se mantêm por uma lógica de procura, mas por uma lógica de oferecer uma determinada formação relevante? Será que a baixa procura é dado suficiente para a suspensão do curso de Relações Públicas? Será que este fato não representa apenas uma questão conjuntural? Será que aqueles que se formaram
4) As ênfases de formação: o mesmo conteúdo das Relações Públicas
Na proposição das ênfases de formação, uma delas, “A comunicação das organizações” passa a contemplar os conteúdos da habilitação de Relações Públicas. Se o conteúdo será o mesmo, por que se suspender tal habilitação? A questão principal de tudo isso é que tal suspensão nega um direito que os alunos da UFMG sempre tiveram, desde que o curso, em 1975, foi dividido em habilitações: optar pela habilitação de Relações Públicas. E tal questão, apresenta uma série de implicações.
A habilitação de Relações Públicas é regulamentada e, dentre as habilitações da comunicação, é a única que possui um Conselho: o Conselho dos Profissionais de Relações Públicas. Uma das funções deste conselho é regulamentar e fiscalizar a profissão de Relações Públicas. Isso significa dizer que um profissional, para executar as funções de comunicação estratégica e comunicação nas organizações, deve ser formado na habilitação de Relações Públicas. Tal questão vale tanto para a participação em concursos públicos, quanto para o trabalho em empresas privadas e em organizações do terceiro setor. Será que a extinção dessa habilitação e a continuidade do mesmo corpo de conhecimentos não representa uma negação ao direito dos alunos de terem a oportunidade de se formar em tal habilitação? Dito de outra maneira, será que essa proposta não acaba negligenciando um direito dos alunos de se formarem na habilitação de Relações Públicas e poderem exercer, profissionalmente ou mesmo academicamente (os professores de Relações Públicas também são fiscalizados pelo Conselho) este campo de práticas e conhecimentos? Assim, propor uma visão generalista de formação é uma questão correta, mas porque retirar o direito dos alunos de se formarem numa habilitação que hoje é reconhecida e que é investida de regulamentação?
5) A imbricação de três discussões: a formação, as habilitações, a conjuntura do curso da UFMG desde 2004
A partir de todas essas questões levantadas no relatório proposto, é possível observar três discussões que parecem se imbricar, e que todas elas dão por solução a suspensão das habilitações de Relações Públicas e Rádio e TV: uma questão da formação; uma questão de habilitação; uma questão da conjuntura da habilitação de RP desde 2004.
Uma formação restrita por habilitação é questão clara, e inteligível. Ou seja, a formação de qualquer profissional deve ser ampla. Contudo, a solução de tudo isso passa por investimentos no currículo, no curso e na formação dos professores. Será que a suspensão de uma habilitação resolve o problema da formação do aluno de comunicação social? Neste caso, tal suspensão, além de poder não resolver, como vimos, acaba por retirar um direito dos alunos de se formarem numa habilitação reconhecida pela sociedade e por uma autarquia federal. Negligenciar o direito do aluno cursar Relações Públicas certamente é negligenciar uma realidade que os alunos enfrentarão, após se formarem, e só o conhecimento da Comunicação das Organizações não é suficiente: é preciso a titulação. Será mesmo que uma universidade pública deve estar alheia a isso? Nesse sentido, há uma certa confusão apresentada no relatório, e é possível perceber que se questiona muito mais uma questão de formação dos alunos do que uma questão da pertinência da habilitação.
Uma outra questão é a própria conjuntura da habilitação de Relações Públicas da UFMG. A habilitação conta, oficialmente, com três professores efetivos; contudo, um, desde 2004, encontrava-se em licença para doutoramento e retornou agora, em 2007; outra, aposentou-se entre 2001 e 2002 e uma outra se encontra de licença médica. O curso passou por uma série de problemas, e, sem professores substitutos suficientes, acabou por prejudicar a formação dos alunos, nestes três anos. Hoje, encontram-se trabalhando três professores substitutos para a área de Relações Públicas, além do professor efetivo, e, certamente isso traz outra configuração para a habilitação e para a formação dos alunos. Será que, portanto, suspender a habilitação de Relações Públicas não seria prematuro demais? Entender essa questão apenas como uma questão conjuntural, cuidar do concurso de um novo professor para a área e manter os substitutos, além de investimento em projetos, não seria mais correto, tendo em vista a história do curso e da formação dos alunos que, a partir dessa proposta, parece ser negligenciada?
6) Relações Públicas: mais que um conhecimento técnico
As Relações Públicas, mais que um conjunto de técnicas e práticas, apresenta-se como um campo de conhecimentos reconhecido no Brasil, inclusive como área de formação do CNPQ. Nesse sentido, excluir tal habilitação por se constituir como um corpo de conhecimentos técnicos – como argumentado no relatório – não seria inaplicável?
7) A estrutura e a produção da habilitação de Relações Públicas na UFMG
A habilitação de Relações Públicas na UFMG conta com a estrutura do Laboratório de Relações Públicas Plínio Carneiro (Larp) que congrega os projetos da área, além de contar com uma funcionária responsável dessa universidade, graduada
Ainda é possível ressaltar que a habilitação de Relações Públicas, ao contrário de outras habilitações, não apresenta grandes demandas de aparelhagem técnica para a formação dos alunos. São necessários um investimento teórico pesado, um entendimento dos processos comunicativos estratégicos, e uma prática comunicativa técnica (publicitária e jornalística) que pode ser, perfeitamente, compartilhada com as outras habilitações. Por que acabar, então, com a habilitação de Relações Públicas? Por que negligenciar esse direito dos alunos? Qual justificativa seria plausível?
8)Mais que uma questão de habilitação: uma questão de compromisso público
O curso de Relações Públicas da UFMG representa o único curso de Relações Públicas
Por isso, rogamos, junto à comissão competente de decisão sobre a suspensão da oferta da habilitação de Relações Públicas para 2008, que considere nossos argumentos para a manutenção desta habilitação, para continuar garantindo nosso direito em ter a formação e a titulação
Belo Horizonte, abril de 2007.